Semana que vem tem mais. Prometo.

Um bom final de semana prá todos.

Bjs.

Angra não acabou - parte II

Não deu tempo de terminar toda aquela história no outro dia, nem sei se vai dar tempo prá contar tudo hoje. Rolou tanta coisa...
Aquele papelzinho com o telefone ficou alguns dias na geladeira. Eu tinha um serviço prá entregar e alguns trabalhos da facu. Fui deixando passar.
Mais de uma semana depois eu atendi uma ligação e qual não foi minha surpresa ao ouvir aquela voz inconfundível do outro lado da linha. Além do susto, o primeiro nome que me veio foi só um: Fernanda! - e depois: Cadela!
A gente se cumprimentou e falamos algumas banalidades. Não fiz nenhum comentário mais pessoal. Fiquei esperando prá saber o que ele queria.
- Quando a gente se vê outra vez?
- Quer me encontrar de novo?
- A Fernanda não falou com você?

Mentir ou omitir?

- Falou por alto.
- E quando a gente pode se ver outra vez?
- Você escolhe.
- Hoje à noite mando te buscar.
- Hoje? Não. Tenho faculdade. Não dá prá faltar. Final de ano... sabe como é.
- Amanhã?
- Tudo bem.
- Mando buscar você logo cedo. Passamos o dia juntos.
- Onde devo esperar?
- Meu motorista vai buscá-la em casa.
- Sabe onde eu moro? - pensei em pelo menos uns três adjetivos para a Fernanda.
- É óbvio. Sua amiga não queria dizer, mas eu sei ser persuasivo.
- Imagino que saiba.
- Então nos vemos amanhã.
- Vou ficar esperando. Beijos.
- Beijo.
Desligou.
Meu sangue gelou. Meu coração quase saia pela boca. Me bateu um medo que me deixou com as pernas bambas.
Como um cara desses podia realmente querer me ver? Confesso que além do medinho, bateu uma vaidade. Tô podendo, hem?
Mas, apesar de tudo isso, não pude deixar de ficar apreensiva. O que ele queria? Uma amante? Ou, como diria Ritchie: 'uma transa e nada mais'?
Minha segunda reação foi uma raiva fulminante por aquela Barbie tupiniquim. Eu queria esganar a Fernanda! A cretina passou meu telefone e ainda deu meu endereço!
Naquela noite, na facu, puxei a Fê para dentro do banheiro e soltei minha porção 'barraqueira'. Me envergonho em confessar que só não virei a cara dela pelo avesso porque um amigo que passava no corredor ouviu a baixaria, entrou no banheiro e me segurou quando eu ia dar na cara dela.
Em seguida chegou a turma do 'deixa-disso' e algumas amigas quizeram saber o porque daquela confusão. Desconversei.
Se você é mulher, menina, adolescente ou pouco mais que isso, vou ser bem sincera: eu conto tudo isso e passo por essas situações bem consciente dos riscos. Por isso, não se engane imaginando que é tudo uma grande aventura e que sempre acaba bem. Agora eu estou envolvida por uma cafetinazinha ordinária, fazendo programa com um figurão, que sabe meu telefone e onde eu moro.
Descobri que a cretina da Fernanda literalmente vendeu os meus dados para o cara. E se eu confirmasse o programa, ela ganharia mais uma grana. Fiquei possessa quando ela me contou com a maior cara lavada. Agora acho que dá prá entender porque tentei bater naquela minhoca loira, né?
O que começou como uma curtição, estava virando uma bola de neve. Confesso que deu medo.

Angra não acabou.

Pois é. Sei que estou sumida... mas tenho acompanhado os acessos ao meu blog e vejo que meu fiel público não me abandonou.
Me desculpem... tô no final de semestre... TCC prá entregar... formatura... e mais um monte de compromissos... além é claro, de muito trabalho, afinal, alguém tem que pagar as contas, né?
Sabe... como eu havia dito, aquela história da ilha rendeu ainda alguns episódios. E mais algumas notinhas de cem também.
Mas... não vão tirando conclusões precipitadas. Já diz o ditado: uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
Eu fiz sim, mais alguns programas com o senador. E ganhei uma boa grana por isso.
Bom, prá vocês entenderem um pouco melhor, preciso explicar como foi essa história.
Para aqueles que leram os últimos acontecimentos... devem estar lembrados daquela história da ilha e que eu voltei prá casa antes de acabar a festa, né?
Pois é. Conseguem imaginar quem, na manhã de segunda-feira, me acordou esmurrando a porta do meu apê?
Se 'chutou' o senador, errou. Mas, se pensou na Fê, acertou em cheio.
Eu abri a porta ainda meio sonada e sem entender o que aquela 'doidivanas' estava fazendo na minha porta àquela hora.
- Você tem noção do que fez? - foi a primeira coisa que ela disse assim que abri a porta.
- Bom-dia prá você também, Fê.
- Você é maluca??
- Maluca é você, sua louca. Como é que entra assim na minha casa? Sabe que horas são? E para de gritar, isso é um prédio de apartamentos.
A Fê foi entrando e se jogando no meu sofá.
- Tá, desculpa. Mas você tem NOÇÃO do que você fez?
- Fiz o que? Peguei minha grana e vim embora. Foi você mesma que disse que eu podia sair quando quizesse.
- Mas não se deixa uma festa daquelas... isso não se faz.
- Não se faz é andar pelado prá todo lado, ficar o tempo todo bêbado ou drogado, fazer reuniõezinhas secretas entre a alta cúpula política do país num lugar daqueles e ainda quase ser estuprada por um idiota.
- Tá, eu fiquei sabendo do caso. Foi mal. Mas puseram o cara prá fora...
- E de que adianta? Tô acordando assustada quando ouço um leve ruído no quarto e ainda acho que estive num sonho surrealista!
- Iii, mina, deixa de drama. Esquece isso.
- E... afinal de contas, a que devo o 'prazer' da sua visita, Fê?
- Cara, você deixou o senador de quatro. Ele tá me ligando direto.

Me passou de um relance que, se ele havia ficado de quatro, não tinha sido comigo.

- Ele quer falar com você.
- Tô fora. Não quero mais saber desse negócio.
- Se liga, ele quer se encontrar outra vez com você. Quer fazer um programa.
- Eu NÂO faço programa, Fê!! Cê sabe disso. Fui só prá ver como era. Você disse que era só uma festa.
- E daí? Ele ficou amarradão. Eu até tentei empurrar uma colega, mas ele só quer saber de você, Posso agitar um encontro?
- Vai cafetinar seu pai, Fê!
- Puta, cara!! Tá difícil falar com você, né?
- Eu não quero papo com esse povo.
- Ô povinho pequeno...
Fui prá cozinha. Abri a geladeira, quase vazia. Precisava fazer uma comprinhas.
- Quer pizza fria?
A Fê entrou na cozinha e aceitou um pedaço.
- Valeu. Tô varada de fome. Cheguei em casa de madrugada. Nem dormi direito prá chegar bem cedo aqui.
- Já ouviu falar em um aparelho chamado telefone?
- Tá. Pode zoar. Vou ser franca. Se eu arrumo um programa seu com o Marcos, faturo uma grana. Mas ele quer muito encontrar com você, e prá ganhar uns pontinhos com o senador, não cobro nada. Você marca o encontro e fica com a grana limpinha.
- Eu não vou, Fê. Que parte do 'não vou' você não entendeu? E para de chamar ele de Marcos. Nós duas sabemos que o nome dele não é nem perto disso.
- Só liga prá ele. Se rolar...
- Olha, Fê. Eu fui, foi divertido, meio assustador, a grana foi boa... e acabou. A pizza também. Quer mais alguma coisa?
- Deixa de ser tonta, mulher!! Qualquer uma arrancaria os cabelos prá ter o telefone desse cara! A gente tá no Brasil. Quem dispensa o contato com um cara desses? Cê não entendeu ainda?
- Não quero.
Ela abriu a bolsa e tirou um papelzinho. Colocou em cima da mesa e saiu da cozinha.
- Fui!!
Abri a porta e ela foi embora como entrou, como uma ventania.
Voltei prá cozinha e enquanto terminava o último pedaço de pizza fria fiquei olhando para aquele papelzinho sobre a mesa.
Querem saber? Só de lembrar de tudo eu sentia meu estômago pequeno. Um nó. Peguei o papel e fiquei olhando. Como sei que as vezes faço o que não devo, prendi o papel na porta da geladeira para decidir outra hora.
No final das contas, tirando o saldo negativo, a proposta era atraente: transar com um coroa muuuuito gostoso e ainda ganhar prá isso. Quem sabe?

Acho que na verdade eles não sabem do que se trata seus textos, obs:mundo pequeno, moro em santo amaro, pertinho ai de você abraços!!!

22/11/2008 03:01

Me desculpe pela demora, tô na maior correria, mas já tenho alguns textos prontos, só falta postar. Vou tentar ainda esta semana.

Um beijinho pro 'povo' de Stº Amaro. Agora... se eles não sabem o que estão lendo... que culpa tenho eu?

Bjs

Semana que vem tem a continuação das minhas histórias. Tô na maior correria mas reservei um tempinho para vocês. Bjs para todos.
Como fica?

Tem gente deixando mensagem no meu Orkut para dizer que meus textos são 'pesados'.

Bom, vocês querendo eu mudo o jeito de contar as histórias. Mas, sejamos sinceros, eu sempre avisei que estes textos são para maiores de 18 anos.

Já que tenho tantos leitores, me ajudem com suas opiniões. Querem que eu mude alguma coisa nas minhas histórias?

PS.: estou mudando o visual justamente para não ficar muito 'constrangedor' para quem quizer acessar em locais públicos ou mesmo em casa. Mas nada de mostrar estes textos para crianças, viu???

Depois de algum tempo nós nos separamos e ficamos deitados, de costas, enquanto nossas respirações se normalizavam.
Foi o Marcos quem levantou primeiro. Me deu um beijo e foi para o banheiro. Ouvi quando ligou o chuveiro.
Minha vontade era de tomar banho com ele. Fiquei na dúvida se deveria.
Resolvi arriscar. Levantei e entrei no banheiro.
Ao abrir a porta ele me olhou com surpresa.
- Posso tomar banho com você?
- Só se me esfregar todinho.
Eu sorri. Entrei na banheira,peguei uma esponja, coloquei bastante sabão líquido e o esfreguei todinho, da cabeça aos pés.
É verdade que, quando eu estava no meio do caminho, pude perceber o quanto ele estava excitado, mas, me fiz de desentendida. Estava cansada.
Depois do banho, Marcos se vestiu, me deu um beijo e saiu. Avisou que, se eu quizesse, poderia pedir as refeições no quarto, porque ia demorar um pouco.
Fiquei sozinha me perguntando o que poderia tomar tanto tempo em uma ilha. Juro que eu não queria pensar no assunto. Mas foi praticamente impossível. Me vesti e sai. Fui procurar meu amigo garçon.
Tomei um susto quando sai do meu quarto. Havia gente nua circulando pelos corredores. Homens com toalhas enroladas na cintura, outros totalmente nus; moças nuas ou só de calcinha andando tranquilamente como se estivessem dentro de um shopping. Todos, sem excessão, me olhavam com espanto. Me senti um ET. E olha que eu estava só com um shortinho e uma mini blusa!
Desci a escada e cheguei em uma das salas, juro que vi pelo menos dois casais transando ali mesmo! Assim, na frente de todo mundo.
Me dei conta de que, àquela altura do campeonato, táva tudo liberado.
Na cozinha a correria era a mesma. Ninguém prestou muita atenção na minha presença. Fiquei por ali durante um tempinho. Peguei uma fruta... pedi um copo de leite com chocolate. Um funcionário me serviu e depois me ignorou.
Passado um tempo, meu amigo não apareceu. Resolvi dar uma volta pela casa.
Andar por ali estava complicado. Tinha gente transando no sofá, na sala, nas piscinas. Gente nua circulando prá cima e prá baixo, mas eu não vi nenhum dos homens que havia visto no dia anterior. Imaginei que talvez estivessem no mesmo lugar onde Marcos deveria estar.
circulei por algumas salas, todas abertas. Finalmente passei por uma porta fechada. Havia um segurança ali perto. Sorri para ele e fiz menção de colocar a mão na maçaneta. Mais do que depressa ele se posicionou ao lado da porta e pediu desculpas. Disse que a sala estava sendo usada. Uma reunião, explicou.
Pedi desculpas, disse que queria pegar um livro.
Ele explicou que ali não era a biblioteca e me indicou o caminho certo.
Fui para a biblioteca. Demorei um pouco e depois sai.
Olha, confesso que sou uma mulher liberada e dona do meu nariz. Faço o que tenho vontade e do jeito que eu quero, mas aquele ambiente estava me deixando muito constrangida. Pensei sinceramente em tirar toda a roupa, assim não chamaria a atenção, com certeza.
Fui pro quarto.
Lá dentro eu me sentei no chão e fiquei olhando aquela mata exuberante do lado de fora. Vontade de sair prá dar uma volta, mas a coragem não chegou a tanto. Só de lembrar do susto do dia anterior ainda sentia uma contração no estômago.
Querem saber o que eu queria mesmo?
Ir embora.
É. Pode parecer loucura e, talvez aquele lugar fosse o paraiso na Terra para muita gente mas, para mim, já estava passando um pouco dos limites. Políticos conhecidos fazendo reuniões secretas... gente andando pelada prá todo lado... e transando na sala (no banheiro, na piscina, no corredor)... drogas e muita bebida.
Será que eu já disse que não bebo? Pois é. Táva me sentindo sem a melhor condição de fazer parte 'da turma'.
Vocês podem não acreditar, mas eu já estava considerando seriamente a possibilidade de sair dalí.
O problema, e eu sei que é um problema, é que sou muito impulsiva. A vantagem é que geralmente esses impulsos seguem uma forte intuição, e minha intuição funciona em 95% das vezes.
Não me lembro de quanto tempo fiquei sentada olhando aquela mata maravilhosa. Só percebi o avançado da hora quando meu estômago deu um 'rugido', de tanta fome. E eu mesma reconheço que não tomo as melhores decisões quando estou com o estômago vazio.
Liguei para o serviço de quarto e pedi o almoço.
Acreditam que havia opções?
Bom, não gosto de abusar da hospitalidade alheia, mas quem é que resiste à lagosta e camarão quando não tem que pagar a conta?
Pois é. Eu não resisti.
E ainda pude escolher de acompanhamento um suco de uvas brancas, para substituir o vinho.
Sabe, provei vinho uma vez, há muitos anos, um único copo. Não gostei da sensação de não ter o controle do meu corpo. Então, levando em consideração o lugar e a situação, achei melhor ficar com todos os sentidos bem despertos.
Mas, prometo à mim mesma que qualquer dia desses, na companhia certa, vou me entregar à sedução de uma taça de vinho... e depois, seja o que os deuses quizerem.
Bom, depois de muito bem alimentada, meus pensamentos já estavam mais organizados.
Eu realmente decidi ir embora.
Aquela alienada da Fê havia dito que eu poderia ir embora quando quizesse.
Foi então que lembrei que nem havia recebido minha grana. Me perguntei se valia a pena continuar ali por dinheiro.
Comecei a juntar minhas coisas e colocar na mochila. Abri a gaveta do criado mudo e encontrei um envelope com meu nome. Apesar de surpresa, suspeitei que fosse o que imaginei num primeiro momento. E era. Mil e quinhentos reais, em notas de cem. Há muito tempo não via tanto dinheiro assim, juntinho. rsss....
Tinha pensado em ir até o quarto da Fê para perguntar pela grana. Agora não precisava mais.
Terminei de juntar minhas coisas e sai.
Encontrei algumas figurinhas no corredor, todos me olhavam de cima à baixo. Fiz cara de paisagem.
Fui até o heliporto onde havia desembarcado no dia anterior. Havia um helicóptero parado e o piloto estava por ali, conversando com um mensageiro. Pelo menos quanto à isso a Fê havia dito a verdade, só me restava saber se era só pedir e ir embora.
Ao me aproximar o piloto já veio em minha direção. Eu disse que queria ir para o continente. Ele simplesmente pegou minha mochila e me ajudou a embarcar. Em poucos minutos a gente já estava no alto. Senti um frio na barriga.
Quando estávamos chegando perto do litoral o piloto me explicou que iria me deixar em Angra. De lá outro helicóptero iria me levar para São Paulo.
Fiquei encucada. Ele havia conversado com alguém pelo rádio um pouco depois de levantarmos vôo. Será que haviam dito para ele me deixar em qualquer lugar? Confesso que fiquei com um pouco de medo.
Mas, chegando em Angra, fiz a 'baldeação' combinada e realmente me trouxeram para São Paulo.
Sabe, um lado meu me dizia que eu havia sido impulsiva e tola, mas quando abri a porta do meu apê, tive a certeza de que havia tomado a decisão certa. Acho que nunca me senti tão segura como quando fechei a porta.
Larguei a mochila por ali mesmo e sentei no meu sofazinho de algodão. Minha casa não é de luxo, mas é meu palácio.
Só então, já mais tranquila, é que pude ter a noção exata da imprudência que havia cometido. Ir para um lugar daqueles...
Daria uma matéria sensacional, até porque, pelo menos os homens que eu presenciei na ilha, eram políticos respeitáveis de projeção nacional e alguns empresários que aparecem com frequência na mídia.
Mas também reconheço que tive muita sorte... além do conselho da Fê. Porque eu realmente não seria bem recebida se tivesse dito que era jornalista.
Pensei na ironia. Uma matéria daquelas iria me render muito mais do que aqueles mil e quinhentos reais. Mas, quem iria acreditar?
Até você, que está lendo este texto, deve estar duvidando do que estou dizendo. Não poderia ser diferente, não é? Não posso provar.
Mas aquele dinheirinho está na minha conta. E já serviu para pagar algumas despesas bem reais.
Agora, se você pensa que essa história terminou aqui... engano seu.
Angra VII
Senti um calor gostoso pelo corpo. Algo macio estava deslizando pelas minhas nádegas... tentando levemente se insinuar entre elas.
Acho que sorri... estava quente e em um lugar macio.
Abri os olhos e me deparei com um verde espetacular. Dois braços fortes estavam à minha volta e podia sentir uma respiração quente na minha nuca.
Os acontecimentos do dia anterior voltaram à minha mente e senti um frio percorrendo minha espinha e um nó no estômago. Respirei fundo e tentei me acalmar. Estava em uma cama macia, aquecida e aqueles braços fortes me passavam aquela segurança que buscamos quando meninas.
Voltei a sentir algo macio tocando minhas nádegas. Sorri. Sabia muito bem o que era.
Soltei um suspiro de satisfação. Meu parceiro percebeu meu movimento e me deu um beijo na nuca. Virei o rosto para ele e nos beijamos gostoso.
- Dormiu bem?
- Huhum.
- Descansou?
- Bastante.
- Quer levantar agora?
- Haa.. tá tão quentinho aqui. - murmurei.
Ele deu um sorriso.
- Sua pele tá quente.
Encostei meu corpo ainda mais contra o dele.
Ele me abraçou forte. Eu podia sentir todo seu corpo colado ao meu.
Deu branco. Eu não sabia o que fazer, se devia tomar a iniciativa ou esperar ele começar. Mas uma coisa eu precisava admitir, ele estava excitado com o simples contato dos nossos corpos colados.
Movi meu quadril mais para trás. Ele empurrou o dele para frente. Seu pênis se acomodou entre as minhas coxas. Foi o que bastou para que a gente finalmente acordasse. Ele riu.
- Acho que meu 'amigo' está com fome.
- O que ele gosta de comer no café da manhã? - perguntei.
- Uma carne bem macia. - disse ele me mordiscando levemente no ombro.
Encolhi toda arrepiada.
Um dos seus braços me soltou e em seguida começou a passar seu pênis entre as minhas nádegas. Me enlaçou pela cintura e me puxou contra ele. Enlaçamos nossas pernas, desse jeito ele ficou ainda mais perto de mim.
Ele sussurou no meu ouvido:
- Abre prá mim.
Segurei minhas nádegas e abri tudo, ele forçou um pouco. Fiquei com receio de que fosse doer, mas tive medo de falar. Eu havia percebido que seu pau era grosso, mesmo não sendo muito grande.
Ele beijou minha nuca e empurrou mais um pouco. Senti a 'cabecinha' forçando a entrada. Acho que ele percebeu que eu estava um pouco tensa.
- Relaxa.
Respirei fundo. Ele me puxou outra vez contra o seu corpo, seu pau foi entrando no meu cúzinho. Relaxei mais um pouco e ele se enfiou ainda mais. Eu podia senti-lo ocupando todo meu espaço.
Ele se afastou um pouquinho e tornou a empurrar. Apesar de achar que não era muito grande, pude perceber que estava quase chegando lá 'no fundo'.
Agora ele estava passando sua lingua pela minha nuca e brincando com meus seios com uma das mãos. A outra mão foi deslizando até minhas coxas. Ele me abriu com seus dedos, se empurrou outra vez contra mim e enfiou dois dedos na minha vagina. Fiquei presa. Não conseguia me mexer. Seus dedos ficaram brincando dentro de mim. Ele ficou nessa brincadeira durante alguns minutinhos, depois tirou seus dedos de dentro de mim e me segurou pelas virilhas com as duas mãos. Se empurrou mais uma vez e eu senti seu pau me tocando lá no fundo.
Ele me segurou pelas coxas e virou nossos corpos na cama, me colocando sentada sobre o colo dele. Seu pau entrou inteiro.
Marcos começou a massagear meus seios. Apertava levemente, soltava, deslizava a palma da mão sobre os mamilos durinhos.
Comecei o movimento de subir e descer, mas seu pau quase nem se mexia dentro de mim e, toda vez que entrava mais um pouquinho eu prendia a respiração porque parecia que estava enfiando um punho fechado dentro de mim.
Ele sussurrou no meu ouvido.
- Relaxa.
Tentei relaxar mais.
Marcos me segurou pela cintura e me manteve colada à ele enquanto ficava de pé ao lado da cama e me deixava de quatro. Começou novamente o movimento de vai-e-vem. Agora era ele que estava no comando.
Soltei um gemido.
- Geme gostoso.
Ele se empurrou outra vez e soltei outro gemido.
- Gostosa.
- Hum.....
- Morde meu pau.
- Hummm....
- Morde gostoso.
Contrai meu cúzinho outra vez. Ele gemeu.
- Abre tudo.
Eu forcei e ele tirou tudo de uma vez. Tive a impressão de que minha alma estava saindo junto.
- Levanta essa bundinha gostosa.
Eu levantei, ele me abriu e enfiou seu pau na minha vagina de uma vez só.
Me segurou pelas nádegas e começou um movimento frenético de vai-e-vem. Cada vez que enfiava seu pau em mim ele fazia com mais força. Eu podia sentir suas bolas batendo na minha bunda.
Depois de uns minutos ele tirou seu pau da minha vagina e me fez ficar de pé, fora da cama. Segurou meus seios com as duas mãos e começou a chupá-los com vontade. Estendi minha mão e segurei seu pau, fazendo um leve movimento de 'sobe-e-desce'. Ele gemeu alto, me empurrou para a cama, afastou minhas pernas e se deitou sobre mim, se enfiando inteiro dentro da minha vagina.
Eu abri bem as pernas. Ele me segurou pelas nádegas e se arremeteu prá dentro de mim com força. Me segurei nos ombros dele.
Ele começou a empurrar seu pau dentro da minha vagina e eu comecei a mover meu quadril para cima. Eu sentia seus pelos se esfregando no meu grelinho. Um formigamento foi se espalhando da minha vagina para as minhas coxas.
Cravei as unhas nos ombros dele.
- Vou gozar.
Ele mordiscou um dos meus seios.
- Goza comigo.
Eu contraí minha vagina e ele colou sua boca ao meu outro seio, chupando e sugando-o com força.
- Eu vou gozar. - murmurei.
- Goza comigo. - disse ele, voltando a sugar meu seio.
Eu abri ainda mais as pernas e contraí minha vagina outra vez. Ele tirou praticamente todo seu pau de dentro de mim e empurrou tudo de uma vez. Me agarrei a ele.
Marcos me segurou e começou a arremeter seu pau com toda a força dentro de mim.
Agora nós dois estávamos gemendo alto e suando muito.
Fui eu que comecei a gozar primeiro. Ele fez uma parada de segundos para me olhar e se arremeteu mais uma vez, com força. Agarrou minhas nádegas e me prendeu entre seu corpo e a cama. Gozou também.
Nos agarramos com força e eu podia sentir ele pulsando dentro de mim, em seguida tudo ficou quente eu perdi as forças. Ele desabou sobre mim.
Perdi a conta do tempo que ficamos assim, desabados.
Angra VI
Eu estava leve. Me sentia solta entre nuvens e flores. Sentia um perfume gostoso. Respirei fundo. O perfume entrou por minhas narinas e trouxe uma sensação gostosa. Vi o rosto de Rubens sorrindo prá mim. Sorri também. Senti seu sorriso me aquecendo, subindo um calor gostoso da sola do pé, passando por meu tornozelo, joelho, seguindo em direção à minha coxa...
Senti um calor forçando passagem entre minhas coxas. Não conseguia mais ver o rosto do meu parceirinho de aventuras. Sentia um perfume me envolvendo toda e um forte calor se aproximando de mim, como se estivessem me cobrindo com uma manta. Agora o perfume era forte e eu estava envolta na escuridão. Para onde olhasse não via nada. Tudo escuro. Algo quente se insinuava entre as minhas coxas, querendo forçar a entrada. Tentava me afastar e não conseguia, uma parede às minhas costas não deixava eu me mover. Tentei escapar pelos lados mas estava presa entre grades que eu não via.
Comecei a pensar com desespero: estou sonhando, estou sonhando... acorda...acorda!!!
Apesar de estar com os olhos abertos sentia minhas pálpebras pesadas e não conseguia erguê-las. Tentei gritar mas só saiu um murmúrio. Estava realmente entrando em pânico. Estou morrendo!
Abri a boca e os olhos. Soltei um grito.
Acordei com minha própria voz. Para meu susto, deparei com um rosto bem próximo do meu. Um sujeito estava quase deitado sobre mim, tentando colocar sua mão entre as minhas coxas. Minha saia estava erguida e ele ficava sorrindo aparvalhado. Percebi que estava bêbado. Um frio gelado percorreu minhas veias com uma surpreendente rapidez. Acordei definitivamente. Tentei empurrar o sujeito e disse para parar. Ameacei gritar.
Ele continuou rindo e tentando deitar sobre mim. Eu tentava empurrá-lo, mas ele era bem mais forte e pesado.
Comecei a gritar:
- Pára, pára!!
Ele conseguiu afastar minhas pernas forçando uma das suas pernas entre as minhas. Fui ficando aterrorizada. Tentava chutá-lo, mas o peso dele sobre mim não me deixava levantar as pernas.
- Pára!!! Tá me machucando!!!
Senti que ninguém ia me escutar, a música estava longe e alta. Alí era afastado. Ninguém passara por alí e já estava ficando escuro. Resumo: eu ia ser estuprada com toda certeza.
Ainda gritei mais uma vez até que ele tapou minha boca com uma das mãos e com a outra eu pude perceber que tentava tirar seu pau de dentro da calça.
De repente ouvi um som metálico, como uma bandeja batendo contra algo, e senti um súbito frio quando aquele corpanzil saiu de cima de mim.
Eu pulei da espreguiçadeira e trombei com alguém. Dei outro grito.
Uma mão segurou meu braço. Eu não conseguia distinguir nada naquele escuro. Senti um tranco no meu braço e o barulho de algo batendo contra o corpo de alguém. Ouvi um gemido. Nesse instante a luz da varanda foi acessa e eu fiquei momentâneamente 'cegueta'. Vi ao meu lado um cara enorme, todo vestido de preto, que segurava meu braço com força. Nesse momento outros três homens, vestidos do mesmo jeito, entraram na varanda vindos de dentro da sala.
Olhei para o lado e vi meu 'agressor' tentando se levantar com dificuldade. Sua boca estava sangrando e eu senti que ia vomitar. Só tinha visto cena como aquela nos filmes. Os três homens que chegaram foram logo levantando o indivíduo do chão. Ele ainda estava atordoado. Eles o levaram embora pelo jardim, se afastando da casa. Senti um frio percorrendo minha espinha.
Só então me dei conta de que aquele homem enorme ao meu lado ainda segurava meu braço com força. Assim que os outros sumiram das nossas vistas ele pareceu perceber que eu existia.
- A senhorita está bem?
Acho que eu não estava com cara de quem está bem, porque ele me fez sentar em uma cadeira e começou a me examinar.
Eu afastei suas mãos e pulei da cadeira.
- Calma. Tá tudo bem. - disse ele.
Meu coração ainda batia como um tambor.
- Me desculpa... meu Deus...
- Tudo bem, já passou, senhorita.
Aquele 'senhorita' me soava estranho. Foi então que me dei conta de que ele devia ser algo como um 'segurança'.
Ele falou algo em um rádio preso ao seu ombro e me fez sentar outra vez.
- Ele machucou a senhorita?
Eu olhei prá ele, tentei entender a pergunta.
Por fim acordei.
- Não. Tô bem... eu acho.
- Quer ir até o ambulatório? A senhorita tomou um susto grande.
Me dei conta do tamanho do perigo.
- Moço, muito obrigada. Obrigada mesmo. - comecei a tremer e a chorar. Acho que cai na real.
- Venha, senhorita. Vou levá-la até o ambulatório. - e foi se aproximando, enquanto se abaixava para me pegar no colo.
Eu pulei da cadeira e, apesar de ainda estar chorando, disse que não queria ir. Queria ir para o meu quarto.
Ele insistiu que eu deveria procurar o médico.
- Tem médico aqui na ilha? - me surpreendi.
- Com toda essa gente? Lógico que tem. - disse ele, espantado com a minha pergunta, como se o fato de ter um médico à disposição de uma festa fosse a coisa mais normal do mundo. Com certeza prá ele era.
- Por favor, moço. Quero ir pro meu quarto. - pedi.
Apesar dos meus protestos ele me pegou no colo e entrou na sala.
- Eu não quero passar pela sala no seu colo. - protestei.
- Tudo bem, a gente não vai passar por lá.
Ele atravessou a sala e entrou em um corredor, pelo barulho eu pensei que estávamos indo em direção à cozinha mas, ao invés disso, ele entrou em outro corredor e subiu por uma escada. Depois de uma pequena sucessão de portas e corredores eu reconheci o corredor do meu quarto. Ele parou em frente à porta, abriu e entrou.
Atravessou o quarto e me colocou sobre a cama.
Eu já estava mais calma e havia parado de chorar. Estava envergonhada pelo choro e sentia uma grande raiva tomando conta de mim. Raiva por eu não ter conseguido me defender e raiva daquele animal que tentou transar à força comigo.
Apesar de tentar, eu não conseguia controlar os tremores que tomaram conta do meu corpo. Eu estava sentindo muito frio, apesar de ser uma noite quente.
Nesse instante eu ouvi uma batida na porta. Um garçon estava parado na soleira e trazia uma bandeja com um copo de bebida.
O segurança mandou que ele entrasse. Pegou o copo e colocou na minha mão.
Fiz menção de devolver.
- Eu não bebo.
- Tudo bem, não é prá ficar bêbada, é para se acalmar.
- Não tomo calmantes. - respondi. Estava com medo de dormir.
- Não é calmante, moça. - disse o segurança com rispidez.
- Eu não quero beber nada. - repeti.
Ele dispensou o garçon, fechou a porta.
- A senhorita...
- Moço... para de me chamar de senhorita. - reclamei.
- Quer que eu chame alguém prá ficar com você? - perguntou.
- Eu posso ficar sozinha.
- Veio com alguém prá ilha?
- Uma amiga. Deve estar por aí. Mas eu vou ficar bem.
- Eu não posso deixar você sozinha. - seu tom de voz me fez entender que ele não ia me deixar sozinha mesmo.
Uma outra batida na porta me fez ter um sobressalto. Apesar da teimosia, eu sei que estava com medo.
O segurança abriu a porta. Num primeiro momento eu não pude ver quem era porque seu porte enorme escondia a pessoa que batera na porta. Só entendi quando ele disse uma palavra:
- Senador...
- Tá fazendo o que aqui? - e o senador foi entrando no quarto e se aproximando da cama.
- A jovem teve um problema com um dos nossos convidados, senhor. - respondeu o segurança.
Eu não estava entendendo muito bem o que estava acontecendo.  Porque o senador estava no meu quarto? Coincidência?
- Ela se machucou? - pude perceber seu ar de preocupação. Ele se sentou na cama ao meu lado e pegou a minha mão. - Você está bem?
Me odiei por ainda estar tremendo e, quanto mais força fazia para parar de tremer, mais o tremor tomava conta do meu corpo.
- Ela disse que está bem, senhor. Mas, não quis ir ao médico.
- Quem fez isso? - perguntou o senador.
- Foi um dos convidados, senhor. Mas já foi pro continente.
Entendi que meu 'inimigo' tinha sido levado embora.
- Tudo bem, pode deixar ela comigo.
- Sim, senhor. Com licença.
O segurança saiu silenciosamente do quarto. Eu ainda tentava parar de tremer.
- Tomou alguma coisa?
- Não bebo. - repeti.
- Toma só um gole. - e pegou o copo que o meu 'salvador' havia colocado anteriormente nas minhas mãos.
- Eu não quero beber. - reclamei. - Não quero ficar com sono.
Ele acariciou meu ombro e brincou com uma mecha do meu cabelo.
- O que aconteceu?
Estremeci quando relembrei a cena.
- Eu peguei no sono... numa varanda. Acordei com aquele cara enorme em cima de mim...
Ele me abraçou e eu me senti uma idiota por gostar de poder afundar meu rosto naquele peito forte e quentinho.
- Vamos tomar um banho?
Estranhei a pergunta.
- Vamos?
- Vamos.
Ele se ergueu e me estendeu a mão.
Segurei sua mão e me levantei.
Fomos para o banheiro. Ele me deixou sentada em um banquinho e abriu as torneiras da banheira. Senti um calor gostoso se espalhando por meu corpo quando vi a fumaça saindo da água que enchia a banheira. Me despi e ajudei Marcos a se despir também.
Ele entrou na banheira. Em seguida eu entrei e sentei entre as pernas dele, que tomou um frasco de vidro que estava ali ao lado e despejou seu conteúdo na água. Uma espessa espuma começou a se formar e, em pouco tempo, estávamos cercados de uma espuma macia e branquinha, que mais parecia algodão.
Marcos pegou uma esponja macia e ensaboou todo meu corpo. Fiz o mesmo com ele.
Para minha surpresa, depois do banho ele me enrolou na toalha e me colocou na cama. Tirou minha toalha, me cobriu, se enfiou sobre as cobertas e me abraçou pelas costas.
Ficamos alí, abraçados, bem quentinhos.
Pensei que ia 'rolar' alguma coisa, mas ficamos só alí, abraçados.
Angra V
Meu novo 'parceiro' sugou meu seios durante alguns minutos. Em seguida suas mãos foram descendo até minha saia. Ele foi erguendo-a bem devagar e deslizando suas mãos para minhas nádegas. Quando colocou as mãos por baixo do tecido ele tocou minha pele e percebeu que eu não usava nada.
- Tá peladinha.
Eu coloquei uma das minhas pernas entre as dele. Ele segurou minhas nádegas, apertando-as e acariciando-as. Deslizou seus dedos entre elas e chegou até minha 'portinha'. Tentou enfiar o dedo no meu cúzinho, mas eu ainda estava muito tensa e ele não conseguiu.
Percebendo que eu ainda estava muito 'rígida', ele jogou uma pilha de lençóis limpos no chão, se ajoelhou e me fez ajoelhar de frente a ele, afastando minhas pernas e começando a acariciar meus pêlos pubianos. Senti que já estava toda molhada.
Afastei as pernas ainda mais, ele me abriu e tocou meu grelinho. Começou a esfregar devagar.
Eu senti um formigamento subindo pelas minhas coxas. Hummmm... me derreti toda.
De repente senti algo diferente me tocando... algo macio e lisinho...
Olhei para baixo e vi que meu parceiro esfregava meu pênis em mim... devagar... macio... gostoso...
Perdi até a noção de onde estava.
Senti que o carinho parou. Meu parceiro enfiou a mão no bolso e tirou uma camisinha. Com um movimento rápido ele 'encapou' seu amigo e me puxou para mais perto, ao mesmo tempo que levava uma das mãos para trás de um dos meus joelhos, levantando minha perna e me deixando colada à ele.
- Abre prá mim, abre. - pediu.
Eu dei um suspiro e com uma das mãos me abri toda. Ele segurou seu pênis e enfiou a cabecinha bem no comecinho da minha vagina. Em seguida levou sua mão para minhas nádegas e me forçou contra seu corpo. Dessa vez entrou tudo. TUDO mesmo. E era bem provido de 'equipamento' de lazer.
Senti quando me tocou lá dentro. Me puxou mais contra seu corpo mas não havia mais para onde entrar.
- Está me tocando lá no fundo. - eu disse.
- Entrou tudo? - perguntou.
- Até onde dá prá entrar. - respondi com um sorrisinho.
Ele sorriu, soltou minha perna e me segurou com as duas mãos.
Fiz um esforço para manter minha perna onde ele a havia deixado. Desse jeito eu ficava totalmente colada à ele.
Me segurando pelas nádegas ele me puxou para perto novamente e um pouco para cima. Senti seu membro se arremetendo dentro de mim, me empurrando lá no fundo.
Me apoiei nos ombros dele e colei meus seios ao seu peito.
Minha vagina latejava e eu podia sentir seu pênis pulsando, enquanto meu parceiro me segurava com firmeza e começava um movimento incessante de 'vai-e-vem'.
Nossas respirações já estavam alteradas. Eu estava muito excitada com ele se esfregando dentro de mim à cada movimento.
Em seguida ele se sentou sobre os calcanhares, enquanto me segurava e quase me fazia 'montar' sobre seu pau. Com minhas pernas dobradas ao lado das suas coxas eu podia abrir mais as pernas e ele conseguia se enfiar ainda mais dentro de mim.
Agora que eu podia controlar o movimento de subir e descer ele ficou com as mãos livres. Eu delas usou para segurar um dos meus seios enquanto parecia querer sugar minha alma. Com a outra ele foi deslizando pela minha barriga até chegar ao meu grelinho, que ele segurou e começou a apertar levemente.
Eu já não aguentava mais. Me abria cada vez mais sempre que descia. Já não tinha mais como abrir as pernas, estava praticamente sentada em um 'prato'.
De repente meu parceiro me segurou pela cintura e me fez aumentar o ritmo do 'sobe-e-desce'. A cada vez que me descia ele me forçava ainda mais contra o colo dele.
- Goza comigo, gostosa. - pediu.
Eu já nem sabia o que estava fazendo, só queria gozar. Não aguentava mais de tanto tesão.
- Eu quero gozar.
- Goza gostoso, gatinha.
- Vou gozar...
- Vai... eu tô quase explodindo...
- Vou gozar...
Eu só conseguia me concentrar na sensação gostosa que estava inundando minha vagina.
- Goza.
Senti uma das mãos dele deslizando pela minha bundinha e seus dedos abrindo minhas nádegas. Dessa vez ele conseguiu enfiar a ponta do dedo no meu cúzinho.
Isso me deixou ainda mais excitada. Enlacei seu corpo com minhas pernas. Minha vagina começou a se contrair.
Ele me olhou dentro dos olhos e sorriu.
- Goza comigo. - pediu.
Em seguida enfiou seu dedo mais um pouco dentro do meu cúzinho e me forçou contra ele.
Eu subi e desci com mais força. Senti seu pau me empurrando lá dentro.
Ele me segurou pela cintura e me puxou com força para o seu colo. Ficou me segurando e me forçando ainda mais para baixo.
- Vou gozar. - ele disse. Em seguida me ergueu e me puxou com toda força para baixo.
Minha vagina se contraiu e eu senti um tremor forte se espalhando por todo o corpo. Minhas pernas o enlaçaram ainda mais forte. Mas senti que eu perdia totalmente o controle do meu corpo, só conseguia sentir suas mãos me forçando para baixo enquanto ele tentava mover seu corpo para cima.
Comecei a estremecer.
Suas mãos seguravam minha cintura como dois torniquetes.
Eu o abracei forte. Queria me fundir ao seu corpo, tentando fazer com que ele fosse ainda mais fundo, embora isso já fosse impossível.
Nossas respirações ficaram pesadas. Eu o enlaçava com as pernas e ele me forçava contra seu colo.
Ficamos assim por alguns minutos. Acho que por alguns momentos fomos praticamente um só.
Na hora eu nem conseguia raciocinar, mas depois me dei conta de que há muito tempo não gozava tão forte.
Finalmente desabamos sobre os lençóis. Ficamos muito tempo assim, deitados frente à frente, com ele ainda dentro de mim.
Os minutos foram passando e nossas respirações foram voltando à normalidade. Comecei à tomar consciência do meu corpo. Meus braços enlaçavam seus ombros, enquanto minhas pernas ainda estavam em torno do seu quadril. Podia sentir seus joelhos tocando minhas nádegas, que estavam ficando frias. Suas mãos ainda me seguravam um pouco abaixo da cintura. Nossos cabelos estavam colados aos nossos rostos e pescoços. Estávamos molhados de tanto suor.
- Nossa, você acabou comigo. - disse ele.
Eu sorri.
- E eu nem sei seu nome.
- Rubens.
- Verônica.
- Verônica... você quase acaba comigo.
- Eu, né?
Fomos nos 'desenlaçando' aos poucos. Por último só estávamos unidos por nossos sexos.
Eu contrai minha vagina. Um truque que havia aprendido em uma revista feminina e que reservava para parceiros realmente especiais. Sempre causava efeito.
Rubens me olhou surpreso e sorriu.
Senti um movimento dentro de mim e me surpreendi com sua reação.
- Ainda animadinho?
Ele sorriu e me segurou novamente pela cintura, me puxando prá perto dele.
- Ainda tem fôlego prá um segundo tempo?
- Será que não estão procurando a gente?
- Meu chefe com certeza deve estar.
- Eu acho que ninguém vai me procurar por enquanto.
- Você está com quem?
- Vim com uma amiga.
Senti outro movimento dentro de mim.
Rubens me sorriu meio encabulado.
- Você realmente 'mexe' comigo.
Nós rimos.
Contraí minha vagina novamente e senti seu pau ficando duro outra vez e me preenchendo toda.
Nós giramos nossos corpos. Rubens ficou por baixo e eu por cima, montando seu pau.
Ele começou a massagear meus seios enquanto eu iniciava lentamente o movimento de 'sobe-e-desce'.
Usei uma das mãos para acariciar sua barriga e a outra levei para trás, até conseguir segurar seu saco, massageando-o.
Rubens segurou os bicos dos meus seios, girando-os levemente. Depois de alguns minutos ele soltou um dos bicos, que já estavam durinhos, e começou a esfregar meu grelinho.
Pressionei meu corpo para baixo, fazendo seu pau entrar todo e me empurrar lá no fundo da vagina.
Comecei a subir e descer mais depressa. Já estava sentindo um formigamento se espalhando pelas minhas coxas.
Meu parceiro segurou minhas nádegas e me puxou para ele, forçando sua entrada em mim.
- Olha prá mim. - ele pediu.
Eu olhei. Seu rosto era excitação pura.
- Quero ver você gozando. - disse ele.
Eu olhei bem dentro dos olhos dele e me empurrei prá frente. Seu pau me empurrava lá dentro e eu tentava forçar ainda mais.
Ele me segurou pela cintura e começou a me fazer subir e descer mais depressa, mais depressa...
De repente me puxou prá baixo com força e me segurou. Me apoiei em seu peito e movimentei o quadril, fazendo seu pau se esfregar dentro de mim.
Gememos alto ao mesmo tempo. Gozamos juntos.
Desabei sobre ele e ficamos respirando no mesmo compasso.
Depois de alguns minutos eu sai de cima dele. Pude sentir seu pau quente saindo de dentro de mim.
Passamos mais um tempo assim, nús, um ao lado do outro.
Foi ele que se levantou primeiro. Em uma pilha de toalhas passadas ele pegou uma e se limpou. Em seguida pegou outra e se ajoelhando ao meu lado começou a me limpar. Há muito tempo não recebia tanto cuidado. Depois de me limpar ele começou a desenrolar meu vestido, que estava esquecido em torno da minha cintura. Ele arrumou a saia, subiu a frente do vestido sobre meus seios. Me deixei arrumar como uma boneca. Estava me sentindo tão bem.
Nos erguemos. Ele amarrou a frente única atrás do meu pescoço e tentou dar um pouco de dignidade à saia, toda amarrotada.
Eu sorri e agradeci.
Ajudei-o a recuperar suas roupas, espalhadas em torno de nós e misturadas aos lençóis onde estivemos deitados.
Ficamos 'quase' decentes. Amarrotados e descabelados, era só nos olhar para saber que estivemos muito ocupados.
- Você está todo amarrotado. - eu disse.
- Você também. - disse ele.
Nós rimos por alguns instantes.
Ele tentou pôr meu cabelo em ordem, penteando-os com seus dedos.
Esse último carinho me deixou comovida. Por mim, se fosse embora nesse instante daquela ilha já estaria satisfeita.
- Gostei de encontrar você. - disse ele.
- Adorei encontrar você. - eu respondi.
Me aproximei e beijei-o levemente.
Ele segurou minha mão e começamos a fazer o caminho de volta. Quando íamos entrar na cozinha ele soltou minha mão e disse:
- Você vai primeiro. Eu vou daqui a pouco.
Eu agradeci. Não sabia o que esperar depois de ter ficado tanto tempo 'fora do mundo'.
Ainda uma vez olhei prá trás. Confesso que estava com medo de ficar sozinha.
Ele moveu os lábios e eu pude entender um rápido: 'a gente se vê depois'.
Fiz cara de paisagem e entrei na cozinha. Ninguém prestou atenção em mim. Todos atarefados. Ergui a cabeça e passei como se estivesse desfilando numa passarela. Ninguém parou prá me olhar.
Ao chegar na sala de jantar eu procurei uma saída que não me levasse para a sala de estar. Sai por uma porta e me vi em uma pequena sala mergulhada na penumbra. Atravessei a sala em direção à porta de dava para uma varanda. Após atravessar a porta envidraçada eu me vi em um dos lados do jardim. Haviam cadeiras e espreguiçadeiras espalhadas por aquele lado da varanda. Me deitei em uma delas e resolvi que poderia ficar um tempo esquecida ali. Se alguém me encontrasse poderia dizer que havia pegado no sono depois do almoço.
Fechei os olhos.
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